Hoje, despertei dum SONHO profundo, marcante!
Tudo o que eu contemplava em meu redor era perfeito, indescritível...
Meu olhar confundia-se com lindas flores que salpicavam no horizonte, com as águas serenas do lago que, silenciosamente, beijavam as margens, com belos pássaros que dançavam ao som de celestias e sublimes cânticos e com o bosque perdido naquele lugar tão recôndito e esteticamente belo, exótico e singular, onde eu parecia ter sido levada por mensageiros alados... Fiquei deslumbrada e perdida na contemplação, desertada do mundo lá fora, que estava tão distante do meu pensamento...!
Estava embrenhada nos meus pensamentos, na beleza exposta ali na minha frente, quando estremeci com algo que me tocou ao de leve...
Afinal eu não estava só!
Virei-me e olhei-te!
Tu estavas ali, acabavas de acordar e teu ar era de pessoa ensonada, mas feliz!
Teus cabelos desgrenhados davam-te um toque de menino, tuas faces rosadas, faziam sobressair teu sorriso, teu corpo rodopiava de alegria... ao mesmo tempo soltavas um "olá" descontraído e enroscavas-te nos meus braços!
Acariciei-te, afaguei tua face, beijei-te, pronunciei teu nome e, de teus lábios saiu um "amo-te" sincero e sentido!
Abraçamo-nos, num dueto sonante e nossos corpos pulsaram de prazer, entre sussurros, transbordando essências de enlevo.
Rebolámos no macio da relva viçosa, anestesiados em suspiros, desenhando vértices de energia, emoldurados nas sensações experimentadas e captando tudo isso para nossos corações enamorados.
Exaustos, permanecemos, por instantes, deitados, olhando o azul do céu, as belas aves que nos saudavam em sinuosas piruetas.
Deslizaste teus dedos pelo meu cabelo e deixei-me adormecer nos teus braços como uma criança...
Meu SONHO continua ainda.... contigo...!
Balanço, quiçá, irrefletido!
Vivenciado... transparente ou borratado...
Porém, já enterrado quando, hoje, acordei no SONHO...
Foram SONHOS...
Foram alegrias, tristezas, esperanças, contemplações em ternuras, desejos, deceções, medos, (des)ilusões, frustrações, brincadeiras em verdades, verdades em brincadeiras, (sor)risos, lágrimas secas e molhadas, quentes e geladas, beijos sentidos e roubados, trabalhos e canseiras, receios aos tropeções, vulgaridades, gritos de socorro, amores e desamores, crenças ganhas e perdidas, aflições, intuições/premonições, afastamentos, delírios, bofetadas escondidas em gestos no coração, felicidade, tolerância, aceitação...
Foram SONHOS...
Achados, perdidos, contrastes, aproximações, desesperos, afagos, amplexos, moralidades esquecidas/encontradas, valores que fluíram e regressaram sem pressas, amizades e tanta coisa mais, ums boas, outras menos boas...
Foram SONHOS...
Seres (re)encontradas, esquecidos, chamamentos, recuos, devaneios esgotados, provações, lembranças, saudades, nostalgias, travessias em desertos desconhecidos, (des)encontros, amarguras, sensações de proximidade/afastamento/perda, golpes, aprendizagem, escuridão/clarões, flashes enigmáticos, desespero, ternura, bem-estar/mal-estar, contentamentos, abraços ternurentos, paixões, arrelias, (in)verdades, agonias, sofrimento, gritos, sensações boas/más, desejos, deslizes, palavras lançadas ao vento, falsidades, divertimento, leitura, música, dança, olhares, imagens, crescimento, perdão, vazio, solidão, aconchego, calor, frio, devaneios lindos, outros atraiçoados...
Foram... meus SONHOS!
... Sonhos que idealizei, que procurei, que não os pedi, que quiseram ser meus, que mos ofertaram, que se esqueceram de mos entregar...
SONHOS...! que já foram... !
Sonhos...! apenas, SONHOS!

"BOAS FESTAS"
PARA
TODOS OS AMIGOS,
TODOS OS FAMILIARES
E
TODOS OS QUE ME VISITAREM!
"SANTO NATAL"
E
"BOM ANO DE 2012"

Por vezes algumas palavras que nos são dirigidas dão um sentido diferente à nossa VIDA, quais flores que embelezam qualquer jardim…
Por vezes algumas pessoas que surgem no nosso caminho, e nem sabemos porquê, trazem-nos um novo alento, uma força interior, embora também haja o inverso!
… surge então o dia em que descobrimos que nada acontece por acaso na nossa vida… !
Descobrimos o que está escrito em nosso destino, podendo aceitar ou até contrariar, indo ao encontro de novos destinos, de acordo com nosso livre arbítrio.
Descobrimos que há dons, há intuições, há pressentimentos que se destacam através do nosso olhar interior...
Umas vezes, valorizamos esses flashes, outras, desvalorizamos…
Por vezes, subestimamos o que realmente somos, em detrimento duma avaliação ponderada, dum caminho a seguir que não queremos aceitar, simplesmente, por receio de nos machucarmos!
E eis que surge alguém com um dom especial, uma particularidade de forte intuição, com premonições à mistura, alertando-nos para um SONHO que teve, onde a protagonista principal éramos nós...
Através desse SONHO surge um aviso, algo que não se consegue entender/decifrar de imediato... Porém, numa avaliação posterior, as peças do puzzle vão-se clarificando e encaixando, uma a uma, em seus devidos lugares, não deixando espaço para dúvidas... uma particularidade, esse sonho tornou-se numa visão palpável, com sequência.
E eis que, através de alguém amigo, do outro lado do Atlântico, receciono um "recado" transcendental... inexplicável pelas leis da natureza, porém, à luz do espírito com tanta grandeza, tanta veracidade!
Embora longe, meu coração, meu espírito estavam lá... juntos, em comunhão com a amizade!
Nesse chamamento extraordinário, senti a presença duma orientação, dum aviso em SONHO!
Eram imagens bem definidas, que foram tão fáceis de interpretar.
Traduzi a Esperança, a Fé, a Aceitação...
Presenciei o Caminho que estava a ser percorrido e que fora traçado para ser vivenciado...
Estavam bem delineados, os traços dos deslizes em que me deixei escorregar, a tristeza onde me vi esmorecer, as alegrias que se esvaiam com os fluidos de lágrimas sentidas...
Eu vi expressa, a presença do medo, da cautela, da apreensão...
Eu vi, tão coloridas, as imagens de aceitação de meu destino...
Eu vi a Esperança, vi dias melhores... vi alegria ...!
Vi um SONHO...
Vi dor... também!
Vi um chamamento à realidade!

Enredos... sim, enredos... !
Falácias... sim, falácias... !
Mentiras, inverdades ... e, por vezes, tão cruéis... !
Falsidades... !
Veneno... !
Esta é a sensação que temos ao encontrar alguém com comportamentos execráveis... negação de atitudes palpáveis, retiradas de pessoas más!
Sua maldade contagia sobremaneira qualquer um, tal qual o carbúnculo que ataca qualquer ser até o levar ao limite, por vezes, levando-nos a sucumbir com tamanho vírus...
Incrível como sua dança erótica é apenas objetivada para atrair o mais fraco... antítese do retrato que reflete o seu interior!
Incrível como sua indumentária colorida e deslumbrante seduz até o mais cauteloso, o mais prudente... !
Hipocrisia, é uma constante, astúcia, uma vulgaridade em atos...
Um retrato de falsidade, que bem analisado, poderá ser desmontado de cortesia e polidez .
É assim sua atuação como instrumento de persuasão... !Sua terapia é deleitar-se com o sofrimento de outrem...
Uma análise, em relance !
Há dias, tentei de novo, conversar contigo.
Com alguma prudência e receio em te surpreender, entreguei-me à aventura duma aproximação.
Tu estavas ali, de pé, encostado a uma árvore junto ao rio, com teu olhar perdido no horizonte, numa contemplação simulada daquela fascinante alvorada, e dava a sensação que te envolvias misteriosamente com todas aquelas cores quentes e mágicas.
A certa altura, fingias seguir o trajecto do voo rasante dum pássaro que parecia querer dar-te as boas vindas, porém voltavas a permanecer com teu perfil austero, teu semblante rude, agreste até.
Encostei meu ouvido à tua sombra refletida nas águas frias e senti que teu coração soluçava baixinho, que te debatias com contrastes de reflexões, aprisionados num emaranhado de sonhos obscuros, incoerências que baralhavam teu espírito.
Olhei teus olhos vazios de comoção, e não reconheci que estremesses quando te toquei ao de leve.
Então, busquei no teu rosto um pouco de alegria, de privação, enfim, uma reação emocional.
No entanto, tu evitaste-me e resististe a qualquer estímulo. E foi tão dolorosa essa sensação!
Não quiseste ouvir-me, não entendeste minha procura e pressenti minha voz fluir no silêncio de teu comportamento fugidio.
Inflexível, distante, insensível... era esse teu comportamento, tão atroz...!
Chamei por ti vezes sem conta, tentei que compreendesses meu chamamento, mas... nada...!
Por fim, aventurei-me a pedir às flores, aos pássaros, à natureza envolvente, àquele lindo nascer do sol, que te despertasse da apatia em que estavas mergulhado.
Hoje, ainda continuo sem saber de ti... continuo à espera que acordes desse SONHO, qual fantasia insensível às emoções que te fascinaram, quiçá, um percurso sem retorno à realidade, mentira onde te deixaste enlevar e que me distanciou de ti...!
Uma vez mais eu corri, precipitando-me no teu encalço, esbarrando-me contigo naquela encruzilhada colorida de nossas vidas…
E tu estavas ali, sorrindo..., com teu semblante tão harmonioso, tão fulgurante, irradiando tanta felicidade, perscrutando tudo em teu redor…., solmizando palavras que teu coração entoava com grande satisfação, impelindo para teus lábios poemas de amor e de prazer.
Eu interpretei como sendo um perfeito desafio para levarmos nosso SONHO até ao limite…
Foi quando agarraste minha mão, de mansinho, entrelaçaste teus dedos nos meus e, ambos, corremos atrás do tempo perdido, embelezando-nos com alguns segredos escondidos no baú de nossas recordações e perfumando-nos com borrifos de afetos, de beijos, de carinhos, de ternos abraços...
Percepcionamo-nos, abraçamo-nos e convergimos para o zénite de nosso prazer, de nosso amor…
Fomos atraídos pela aliança da sinceridade, pelo enlace de nossos corações enamorados e não houve resistência na abertura de caminhos que há tanto tempo procurávamos em nossos despertares.
Foi, de facto, um paroxismo de prazer, um encontro harmónico… um SONHO!

Num instante tudo se transforma... tudo se perde... tudo fluiu... tudo se apaga na vida!
Neste mesmo instante, sentes-te feliz, teus passos transmitem esperança, levam-te a alegrias sarapintadas de SONHOS, juntam-te em bailados subtis de ternura, de carinho, de AMOR...
A qualquer instante, tua vida parece sofrer uma mudança, inclusive tu próprio vivencias essa mudança...
No instante a seguir, porém, ficas baloiçando ao vento, sentes um abalo sacudir-te, pressentes que teu itinerário fica camuflado entre o previsível e o imprevisível...
Num qualquer instante, vislumbras rumos quiméricos, caminhas entre fantasias, deslizas entre momentos que te magoam, és impelido a esquecê-los e procuras novas fronteiras...
Num dado instante, cais em armadilhas, levantas-te e prossegues de novo, vestes-te com cores de girassol, com poemas de malmequeres e bem-quereres, perfumas-te com aromas de jasmins, de magnólias e flores silvestres... estonteias-te com SONHOS exóticos, danças e cantas perdidamente, deslumbrado com a vida...
Num instante a seguir, voltas a regressar a um vazio que te prostra sobremaneira.
E, é nesse mesmo instante, que intuis que a vida é uma curva sinuosa, por vezes retilínea, com intervalos de grandeza em alegrias e mesquinhez em tristezas...
E, nesse instante seguinte, reconheces que a vida é saboreada com lágrimas e sorrisos, com paixão, com amor e desamor, com abandonos e aproximações... enfim, com SONHOS!
Num pequeno e breve instante, teu semblante é LINDO e, logo de seguida, deixa de ser atraente!
A qualquer instante teu coração exulta de felicidade...
A qualquer instante teu coração se quebra de infortúnio...

Mergulhada em pensamentos, embarcando num qualquer "SONHO", por vezes fugindo a alguma situação dramática, procuro refúgio no regaço de tua liberdade, na exuberância de tua imaginação, nas palavras que um dia imprimiste no meu coração...
E vou conjecturando episódios incríveis, quiçá fantasmagóricos, consciente ou inconscientemente...
Transporto-me através do tempo, que me absorve e me faz percorrer diafragmas de telas perfeitas, imperfeitas, reais... virtuais.
Interrogo-me se vale a pena sonhar, deambular perdida nestes SONHOS, em devaneios inverosímeis, perscrutar conversas alheias, trair-me em censuras e autocensuras, balançar entre comportamentos, embrenhar-me no quotidiano, rir com as silhuetas dum passado refletidas nas sombras do presente, cruzar vertiginosamente minha mente com tormentos vivenciados, desenhar perdões nos atropelos da vida...
Interrogo-me se vale a pena buscar aquela serenidade renascida em empirismos arquivados na alma, exaltar-me em alegrias, dançar ao som de delírios sussurrados entre sensações, limpar-me de crenças, beijar meus pensamentos, abraçar todas as utopias e adormecer num sono profundo, embalada por aromas sobrenaturais...
MÚSICA - http://youtu.be/EGTiqiWWimI - Phil Collins - Against All Odds

Foi na penumbra desta tela que vi teu olhar frio, insensível, sepulcral... paradigma de ausência de afeto, de amor, de sentimentos...
Decifrei-te na escuridão do momento, sem luz a envolver teus passos, sem musicalidade em tua vida, sem retorno ao passado.
Tentei traduzir teu comportamento, a sinalética de teus gestos, teu semblante rígido, porém tudo se mostrava impenetrável... não havia reação a qualquer estímulo exterior.
Guardei em registo memorial tua mensagem sediciosa, sem objetividade... perniciosa para meu coração...
Tentei purificar essa mensagem de seus males, esvaziá-la de negativismo.
E, ao debruçar-me na varanda de tua imaginação, ao incorporar teus pensamentos... encontrei a libertação desta amargura, penetrei no estigma da tua existência!

Naquele dia tudo era novo, era original, inusitado,... mágico, até!
Vinhas à procura de algo diferente, duma expressão carinhosa, dum olhar terno, dum sorriso inocente, dum beijo roubado e espreitavas o seu coração por entre o murmúrio de suas palpitações.
Tuas palavras dissolviam-se em gestos calorosos, em expressões meigas, eufemismos envoltos em olhares lânguidos de deleite, de desejo, de prazer... de AMOR!
Porém, escondias teu sentimento numa imagem simulada...
Os dias foram passando e seriam sempre semelhantes, se tu não voltasses, insistentemente, a instigá-la a tentações auspiciosas, a SONHOS , a fantasias...
De mansinho, conseguias conquistá-la, conduzindo-a morbidamente para ti... e, ela perdia-se em teus braços, com teus beijos, com teu carinho... porém, regressava sempre receosa, confusa...
Há dias, encontrei-a triste, afogada num labirinto de mágoas... Cambaleava, rastejando em seus devaneios e, nesse desalinho, sentia-se um despertar longínquo de atravessar O PORTAL DOS SONHOS, uma tentativa de te alcançar, lá longe e... tão perto...
Confidenciou-me, quase em segredo, de alguma incongruência, discrepância ou inconsistência nas palavras, gestos e atitudes, enfim, um misto de abandono, meiguice, indiferença e carinho.
As emoções atropelavam-na, ora seguia em frente, ora se perdia numa encruzilhada de sensações. Umas vezes intuía em acreditar, outras, recuava, com receio.
Porém, nesse percurso, tu surgias de novo, com novas tentativas de persuasão, de encantamento... Trajavas indumentárias floridas, deslumbrantes e calcorreavas, com minúcia, as veredas que construías..
No ar, desenhava-se uma imagem sensorial de paradoxais trajetórias...
Em realce, alguns traços sinuosos, outros coloridos, feitos de salpicos de amor, de desejo, de paixão, de romance... e uma linha bem definida, afirmativa, ligava-vos pela atração mútua em paralelo com a aventura...
Vossa essência era gêmea... afinal!
E... as brincadeiras continuavam...
Música : http://youtu.be/xK5WO0qoVlM - Secret - Seal (I belong to you, you belong to me)

Numa busca ao meu âmago encontrei-te...! Tu continuavas por lá, como sempre, dissimulado, furtivo... silencioso...! Tu buscavas dentro de minha essência, de entre meus pensamentos, algo que pudesses roubar-me e levar contigo para longe...
Encontrei-te numa agitação, folheando minuciosamente meus segredos escondidos em molduras de sorrisos...
Parei, por instantes, esperando uma reacção de retorno... mas, tu continuavas a querer apoderar-te de minhas alegrias imprimidas em pétalas multicolores, vulgarizar em retalhos minhas tristezas gravadas em perfis de pergaminhos delicados, insistias em solfejar meus silêncios imprimidos em papel de música, vestias do avesso minhas emoções, enfeitavas-te com minhas fantasias, apoderavas-te de meus SONHOS escondidos...
Chamei por ti... mas, não me ouviste!
Delicadamente, peguei em tua mão e acordei-te para a realidade.
Juntos, enlaçados um no outro, como num lindo SONHO, senti o calor de teu corpo percorrer o meu e, então, enamorados, corremos e corremos, por entre campos floridos de jasmins, de flores silvestres, à procura do momento esquecido... do nosso momento de paixão.
Foi quando tu tropeçaste num de meus segredos emoldurados e deixaste fugir um sorriso, mais um... mais outro e outro...
Eu segurei-te com força, abracei-te... cambaleei um pouco, mas não caí... olhei em frente e vislumbrei o paraíso...
Havia pássaros lindos por todo o lado e de todas as tonalidades! O aroma era estonteante.. puro como o das flores e frutos silvestres que abundavam em nosso redor...
Deitámo-nos da relva verdejante... cobrimo-nos com as pétalas de minhas alegrias, dançámos ao som da música de meus silêncios, brincámos com minhas emoções, rimos de minhas fantasias, perdemo-nos em meus, nossos SONHOS...
Afagámo-nos em beijos, envolvemo-nos em amplexos e soltámos ao vento os pergaminhos com as tristezas que se iam desvanecendo...
Música : http://youtu.be/A0EBj68dlak - Gareth Gates - Unchained Melody

Bastava um gesto teu... uma simples exclamação, uma frase intemporal... uma cumplicidade, uma dança em palavras num mergulhar dum "SONHO"...
Bastava apenas um olhar teu, um sussurro, um brotar de teu sorriso, um deslizar em teus dedos, um tocar em tua face... para quebrar sua solidão, o abandono em que ela se deixou arrastar.
Ilusões, sonhos, paixão, amor... emoções que se perderam numa esquina da vida, algures, por aí, num qualquer entardecer de seu abandono, sem respostas...
"Porquês" à deriva, flutuando ao sabor de tempestades, com abalos de tristeza, sabores a lágrimas sentidas...
Interrogações sem réplicas, vazios de consciência...
Dor, traição, incongruências lançadas... sem qualquer vislumbre de conciliação, de explicação, de comportamento cortês... de polidez em postura!
Perdas, despedidas maculadas... sem sentido, sem argumentos palpáveis, intempestivas, com feridas irreversíveis lançadas em seu coração...
E tudo isto ela vivencia...
Hoje, de mansinho, ela voou até mim... poisou sua face em meu ombro e... chorou...chorou...
Suplicou por afago, por uma palavra amiga... por RESPOSTAS...
Chamou por ti...!
Música : http://youtu.be/wHCQ0LcLcQg -DREAMERS - midnight blue
Num rebuscar de algo, numa procura de sonhos, entrei num abismo, qual precipício onde me encontro... sem vislumbrar nada... de nada...
Chorei... choro... quero reencontrar-me, alcançar meu equilíbrio emocional nesta busca tardia, porém, não consigo lutar contra as amarguras, as tristezas que teimam em assombrar minha vida... Voltei a tropeçar no meu caminho, desorientada e cabisbaixa guio-me ao sabor de brisas amargas, aquelas que um dia eu tentei afastar de mim... Elas apressaram-se a voltar e, neste regresso doloroso, tentam machucar-me profusamente, tão intensamente que julgo não resistir a tanto sofrimento.
Oh vida, deixa que eu te olhe com aquele olhar cheio de esperança, de alegria, de júbilo... afasta de mim esta angústia, estes aromas viciados de estigmas embebidos em brasa, tão acutilantes que me tentam acariciar com golpes de lâmina...
Não quero sucumbir... Não... ainda não!
Hoje, ao acordar olhei-me, de relance, ao espelho e pensei na minha vida, na tua, na dele(a), na vida de todos nós, afinal! Pensei na forma como cada um de nós vive ou deveria viver… Pensei nas experiências que vivenciamos no nosso dia a dia…
E disse para comigo: A vida não passa de uma grande aventura… Sim, uma aventura!
Tudo o que vivencio é um desenrolar de experiências das mais variadas… encontro-me em constante e perfeita renovação, nas minhas emoções, nas minhas tarefas, na minha criatividade, nos meus conhecimentos e aprendizagem e todas as realidades estão em incessante mudança.
Precisava de continuar a desligar-me dos paradigmas impostos pela sociedade, experimentar nossas sensações, romper com o cordão umbilical que me prendia a um casulo atrofiante, para me sentir viva...
Arriscar é necessário para procurar outras dimensões, novas situações… pois, são estas experiências que levam ao crescimento.
Olhar em frente e ter coragem para ir à aventura! Sem aventura sucumbiria à evolução, não desenvolveria, não conheceria a vida noutras perspectivas, não arriscaria em conhecer o bom e o mau, o lindo e o feio… não inovaria minha existência!
Sinto que devo criar asas e voar, sair da rotina, dar oportunidade à vida de se mostrar conforme ela é, continuar nesta aventura e alcançar mais desenvolvimento… Preciso vivenciar novas experiências, com cautela, sem cair em precipícios onde me machucaria.
Parar é estagnar, é deixar de olhar a vida a desenrolar-se, sem a tocar, nem que seja, por momentos... ao de leve!
Afinal, quero evoluir, renovar, criar, expandir-me, com simetria, com sensatez…! Quero VOAR por novos horizontes de mãos dadas com a harmonia...!
Música : http://youtu.be/qn0trfcImiw - Bryan Adams - Flying
http://youtu.be/iV0uwqSo_DI - FLYING - Chris de Burgh

... Quis arredar-se de tudo, esvaziar-se de estímulos, divorciar-se duma vez da escrita e leitura que tanto a satisfazia, imprimir seu sorriso numa moldura de metal fria, rígida, calar sua voz para sempre num mata-borrão, varrer os pensamentos de sua mente para bem longe, embotar seu olhar no infinito , calar suas emoções...
Seus pensamentos aglutinados em pensamentos sem nexo, convergiam para o vazio, para a tristeza, para algo que não sabia definir, que transcendia sua capacidade de entendimento… Seu comportamento deprimido, acabrunhado, tímido, espelhava o que sua alma retratava... e assim, se manteve nessa apatia durante dias e dias.
... Quisera num qualquer dia, ao despertar, abeirar-se de sua janela e, num estremecimento, sentir sua essência a chamá-la para a vida… Por instantes, orgulhar-se-ia do seu EU, na mais pura energia de seu ser. Porém, sua essência não deixaria que aquele vaidade se apoderasse de si. Romperia com os presentes que a todo o momento lhe eram dirigidos, romperia com todos os obstáculos de incapacidade, com todas aquelas máscaras perigosas e repugnantes.
Não deixaria que ela continuasse abatida, triste, receosa, enfadonha… obrigá-la-ia a vestir-se com a outra indumentária de felicidade, de auto-estima, de coragem e firmeza e umas nuances pinceladas coloridas em sua silhueta cinzenta, de esperança, de aceitação, de alegria...
Conduzi-la-ia a um desprendimento da voz que sempre ecoava na sua cabeça, fragmentando assim, as correntes que a prendiam a esse tremendo abismo, sinais de mentira que sempre a atraiçoaram e empurrá-la-ia em busca de seus SONHOS!
... Quisera encontrar-se algures, livre de julgamentos de consciência...

Silenciosamente, pé ante pé, quase que flutuando, e sem que eu me aperceba, tu vens rastejando de mansinho numa aproximação lenta e brusca, e tentas apoderar-te de mim, mais uma vez... TRISTEZA!
Tentas esbarrar no meu coração, tentas depedaçá-lo em fragmentos golpeados, sangrentos, inflamados ao rubro, perdidos no desespero, buscando algures uma pousada para seu acolhimento.
Queres que eu sinta aquela sensação de dor lancinante percorrendo minhas entranhas, fazendo-me estremecer de frio, de calor, de aflição, de melancolia, de esvaziamento de tudo...
E aí, eu procuro, hesitante, um caminho harmonioso, de leveza, de paz, de serenidade, mas... sempre em vão.
Gritos saem de dentro de mim, como que mendigando um retorno ao passado, a vivências de outrora, àqueles dias felizes, plenos de alegria, de afagos, de calor humano, um fugaz voo para alcançar todas aquelas reminiscências de felicidade imprimidas em minha alma.
Por instantes, sinto-me pairando no ar, na procura desses momentos...
Vejo-me jovem, cheia de sonhos, de romantismo, de vontade de crescer, de ser mulher, de ser independente, de rasgar as amarras que me prendiam a casa.
Assimilo esse cenário de então e, através desse discernimento, vacilo meu comportamento de agora, faço uma auto-apreciação e pondero... Assim, a realidade da vida tenta, com suavidade, abanar um pouco meus pensamentos, desviar meu olhar para a veracidade do presente, levando-me a disfarçar meus deslizes em sonhos, transportando-me à conformação da efemeridade de tudo o que me rodeia...
Engulo meu soluço, limpo minha face de lágrimas, olho em frente e encaro-te...TRISTEZA!
Não vou deixar que me sigas, que voltes a esbarrar em mim...!
Vou soltar tuas garras de minha carne... lançar-te para longe... mergulhar em ondas de serenidade, de aceitação, de passividade!

Já te imaginaste sozinho(a) num deserto de areia... ao sabor de ventos tempestuosos, dum sol escaldante, de calor descomedido, de pó, de muita luz, de muita escuridão, de muito medo, de muito.... muito... de tudo!
Imagina-te a quereres controlar todas essas intempéries, todo essas sensações de calor, de frio, de vento, de aridez, de solidão... de ... de... de tudo!
Imagina-te a seres arrastado(a), a não teres controlo sobre ti, a sentires teus pés voarem sobre as areias inflamadas, a tentares encontrar um pouco de água para te refrescares e não achares nada... nada de nada... apenas deserto, aridez!
Foi este o SONHO que tive hoje!
Senti como que levada pela correnteza das agruras dum deserto, todo ele árido, vazio, frio, quente, ventoso, escaldante, luminoso, escuro, sombrio.... isolado de tudo e todos.... Enorme...!
Senti-me sem direção, apenas vagueando com tormentos, deixando de vivenciar paragens, partidas, sucessões, afetos, presenças...!
A vida tornou-se igual a ela mesma...
... Sem nexo, sem autenticidade, sem peso, sem medida, sem controlo, sem sensações que me estimulassem a prosseguir em frente....
Mas qual frente ?
Não havia nada em frente...!
Tudo era igual, tudo era deserto... tudo era igual a si mesmo...!
Infernal, pensei, por instantes...!
Pois, nem pensamentos me restavam na mente!
Ocasionalmente, ia tropeçando e caia ... então, debruçava-me em meus braços, gemendo, tremendo amedrontada, sentindo meu coração batendo as horas da vida.
Esvaziei-me de intuições, de leveza, de sentimentos, de experiências em querer e não querer, de disponibilidade para, de libertação, de movimentos..
Porém, não sucumbi !
Acordei desse pesadelo e sorri...!
Sorri para esta flor que me acompanhava neste meu SONHO...!
Sorri para a "VIDA" que me esperava, toda ela em movimento, com cor, com aromas, com sensações, com alegrias e tristezas, com presenças, com afetos, sem estigmas que me amedrontassem!
Sorri para a VIDA!
Sem receios!
música: http://youtu.be/VGiJw83O0wQ
Já paraste um pouco para refletires na pessoa que te podias tornar?
Já paraste para analisares como te tornarias numa pessoa mais carinhosa, mais tolerante, mais humana, mais sensível, boa, mais tu?!
Refugia-te nesta praia deserta e faz uma pequena reflexão...!
Faz tua análise, uma perfeita introspeção à tua VIDA!
De pessoa um pouco amargurada, incoerente, intolerante, um pouco adversa, com os afetos baloiçando, com as emoções em completo abandono, tristonha, com arestas imperfeitas, em alguns casos frustrada, talvez,... hoje, gostaria de te olhar e vislumbrar em ti, aquela aura em teu redor, um pouco mais ténue, um pouco mais clara, com tonalidades a quererem tornar-se lindas, mais brilhantes...!
Sinto que essa transformação se iniciou, devagarinho, e que em breve haverá uma modificação na tua NATUREZA.
Vejo um sorriso em teus lábios quando estás feliz, uma lágrima no canto de teus olhos quando te sentes triste, uma palavra de conforto para com o teu semelhante quando o sentes vagueando por aí...
Sinto os teus abraços reconfortantes para a vida que te abraça com carinho e amor...
Sinto teu respirar de felicidade...
Sinto que rejubilas de alegria quando sentes felicidade em teu redor.
Não mais tens teu rosto carregado de adversidades, de receios, de melancolia, de solidão...
Sinto que queres viver cada instante como deve ser vivido...
Sinto que ris quando tens vontade, choras quando necessitas, gritas quando teu coração sente essa necessidade...
Dás-te se precisares de sentir doação, escutas quando os outros sentem necessidade de teus conselhos, de ti... !
Não tenhas receio das emoções!
Beija quanto queres beijar, abraça quando queres abraçar, aperta a mão de teu amigo quando teu coração pedir, dá-lhe uma palavra de conforto se o vires perdido neste labirinto de ilusões, recebe-o na tua casa, com uma fatia de pão e um copo de água se ele tiver fome e sede... dá-te todo, sem reservas...
Foi assim que te vi, neste SONHO intemporal...
Foi esta a alteração que presenciei na tua forma de estar na VIDA!
Fizeste a tua REFLEXÃO, certa, afinal!
OLHA NA PESSOA EM QUE TE TORNASTE...!
Mais humana... mais sensível, mais emotiva, BOA...
Mais tu!
Normal!
música: http://youtu.be/VtepEnnQhPQ

Eu já te disse o que temos em comum?
Não, talvez tenha ignorado, talvez tenha omitido, talvez até te tenho dito, mas tão discretamente, que nem te apercebeste!
Ambos sentimos a mesma energia, vibramos com as mesmas frequências, com todas as nossas emoções, as mesmas fantasias, de êxtase, de prazer, de amor, de sentimento profundo...
Mas, hoje, sinto-te tão distante....!
Sinto que tua energia te levou para outros vínculos que não são os nossos.
E a TRISTEZA invadiu meu coração, pois não consigo aproximar-me de ti.
Invadiu teu coração, pois pressinto quereres libertar-te e não sentes forças para tal.
Vou tentar resgatar-te para mim, pois minha intuição diz-me que queres voltar, apenas necessitas de te soltares um pouco desse falso apego que transtorna teus sentimentos, teu desejo de regresso, dum momento de sacrifício em tua vida!
Liberta-te, desapega-te dessas densidades vãs, desses conceitos enganosos e solta-te.
Voa... voa para longe, foge desses falsos devaneios... e volta para mim, que te espero com todo o meu amor, todo o meu carinho...
Envolve-te nesta nossa energia e vibra até aqui, até este paraíso, só nosso!
Eu sei que consegues.... tens que ter coragem!
Eu vou ajudar-te!...
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